Dra. Raissa Hirle Krettle – Ginecologista Especialista
Médica com atuação baseada em ética, acolhimento e responsabilidade, a Dra. Raissa Hirle Krettle possui residência médica pela UFES, além de pós-graduação em Ginecologia Endócrina pela Faculdade Brasília e em Patologias do Trato Genital Inferior pela UFES. Seu atendimento é individualizado, com foco em segurança, evidência científica e bem-estar integral da mulher.

O que são LARCs?
Os LARCs (Long-Acting Reversible Contraceptives) são métodos contraceptivos de longa duração, altamente eficazes e reversíveis. São considerados hoje uma das melhores opções para evitar gravidez, com taxas de falha inferiores a 1%.
Principais vantagens:
- Alta eficácia contraceptiva
- Longa duração (anos de proteção)
- Não dependem do uso diário
- Reversibilidade imediata
- Segurança e praticidade
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Quais são os tipos de LARCs?
Os LARCs disponíveis no Brasil incluem:
- DIUs não hormonais
- DIUs hormonais
- Implante hormonal
DIUs: tudo o que você precisa saber
Os dispositivos intrauterinos (DIUs) são divididos em não hormonais e hormonais, e essa diferença impacta diretamente no ciclo menstrual, efeitos colaterais e indicações clínicas.

DIUs NÃO HORMONAIS (sem hormônio)
DIU de cobre (TCu 380A e similares)
Como funciona?
Libera íons de cobre que criam um ambiente hostil aos espermatozoides, impedindo a fecundação.
👉 Não interfere na ovulação e não contém hormônios.
Duração:
- 5 a 10 anos
Indicações:
- Mulheres que desejam método sem hormônio
- Contraindicação ao uso hormonal
- Lactantes
Possíveis efeitos colaterais:
- Aumento do fluxo menstrual
- Cólicas mais intensas (principalmente nos primeiros meses)
DIU de cobre com prata
Como funciona?
Semelhante ao DIU de cobre, com adição de prata, que melhora a estabilidade do dispositivo.
Duração:
- Cerca de 5 anos
Diferenciais:
- Pode causar menos cólicas em algumas pacientes
- Melhor adaptação em casos selecionados
DIUs HORMONAIS (levonorgestrel)
Os DIUs hormonais liberam levonorgestrel diretamente no útero, com ação predominantemente local.
Como funcionam?
- Espessam o muco cervical
- Afinam o endométrio
- Dificultam a fecundação

Mirena®
Características:
- Maior dose hormonal
- Forte ação no endométrio
Duração:
- 5 a 8 anos
Indicações:
- Fluxo menstrual intenso
- Endometriose
- Adenomiose
- Cólicas intensas
Efeitos esperados:
- Redução importante da menstruação
- Possível ausência de menstruação (amenorreia)
👉 Excelente opção quando há necessidade terapêutica além da contracepção como fluxo aumentado e cólica intensa devido a endometriose, adenomiose, etc.
Kyleena®
Características:
- Menor dose hormonal
- Dispositivo menor
Duração:
- 5 anos
Indicações:
- Mulheres jovens
- Nulíparas
- Pacientes que preferem menor exposição hormonal
Efeitos esperados:
- Menstruação mais leve
- Menor chance de efeitos hormonais sistêmicos
Como é feita a inserção do DIU?
- Pode ser realizada em consultório
- Dura poucos minutos
- Realizada anestesia local em colo do útero para diminuir desconforto
- Pode causar leve desconforto
- Não necessita internação
Possíveis efeitos colaterais do DIU: quando é importante avaliar?
Embora o DIU seja um método contraceptivo altamente seguro e eficaz, algumas mulheres podem apresentar efeitos colaterais que impactam o bem-estar.
Entre os sintomas que podem ocorrer estão:
- Cólicas mais intensas
- Sangramento irregular ou prolongado
- Desconforto durante a relação sexual
- Alterações no padrão menstrual
- Aumento de oleosidade na pele, acne e alopécia (no caso dos DIUs hormonais) em que já tem tendência a ter.
Na maioria dos casos, esses sintomas são leves e transitórios, especialmente nos primeiros meses após a inserção.
No entanto, se os efeitos colaterais se tornarem intensos, persistentes ou interferirem na qualidade de vida, é fundamental realizar uma avaliação ginecológica.
Nesses casos, pode ser indicada a remoção do DIU e a escolha de um método mais adequado ao seu perfil.
Complicações do DIU: são raras, mas precisam de atenção
As complicações relacionadas ao DIU são incomuns, mas devem ser conhecidas para garantir um uso seguro.
Entre as principais, destacam-se:
- Perfuração uterina (evento raro durante a inserção)
- Expulsão parcial ou total do DIU
- Infecção uterina
- Gravidez ectópica (fora do útero)
Essas situações são pouco frequentes, especialmente quando o procedimento é realizado por profissional capacitado e com acompanhamento adequado.
Caso ocorra alguma dessas condições, a remoção do DIU pode ser necessária para tratamento e prevenção de complicações maiores.
Implante hormonal subdérmico (etonogestrel)
Como funciona?
Pequeno bastão inserido no braço, na região subdérmica, 8-10 cm acima do epicôndilo medial, que libera hormônio continuamente, inibindo a ovulação.
Como é inserido?
- Com anestesia local
- Procedimento rápido em consultório
Duração:
- Até 3 anos
Indicações:
- Mulheres que querem alta eficácia sem manutenção
- Contraindicação ao estrogênio
- Possuem TPM intensa ou TDPM, ou qualquer alteração causada pela oscilação hormonal do ciclo
- Pós-parto
Possíveis efeitos colaterais:
- Irregularidade menstrual (mais comum)
- Dor de cabeça (pouso frequente)
- Acne ou alterações de humor (menos frequentes)
Quem pode usar LARCs?
A maioria das mulheres pode usar LARCs com segurança:
- Adolescentes
- Mulheres sem filhos
- Pós-parto
- Lactantes
- Mulheres que tenham contraindicação ao uso de métodos com estragenio/etinilestradiol
A escolha deve sempre ser individualizada.
E o acompanhamento?
Recomenda-se:
- Retorno em 30–60 dias
- Revisões periódicas anuais
Procurar avaliação se houver:
- Dor intensa
- Sangramento anormal
- Febre
LARC engorda?
- DIU de cobre: não
- DIU hormonal: raramente
- Implante: pode haver leve variação que tende a melhorar pós adaptação
Não é regra, a maioria das pacientes não percebe nenhuma alteração, e deve ser avaliado individualmente
Qual o melhor método para você?
Não existe um método único ideal. A melhor escolha depende de:
- Seu perfil hormonal
- Seu ciclo menstrual
- Seu estilo de vida
- Suas preferências
A consulta ginecológica é essencial para essa decisão.
Saiba mais
https://saude.abril.com.br/medicina/tudo-sobre-o-diu
https://areademulher.r7.com/saude/diu-kyleena/
https://educa.cetrus.com.br/retirada-do-diu-procedimento-e-cuidados-com-paciente
https://www.instagram.com/draraissahirle
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