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Dra Raissa Hirle

A menopausa é a fase que marca o fim da vida reprodutiva da mulher, quando não há menstruação por 12 meses seguidos. Ela acontece entre os 45 e 55 anos, devido à queda natural do estrogênio e da progesterona, hormônios produzidos pelos ovários.
Não é uma doença, mas sim um processo biológico natural, que pode trazer sintomas físicos e emocionais.

Qual o médico que trata a menopausa?

Durante o climatério e a menopausa, muitas mulheres enfrentam mudanças físicas e emocionais que afetam diretamente a qualidade de vida. Por isso, é essencial contar com acompanhamento de um profissional que una conhecimento técnico, experiência e sensibilidade no cuidado com a mulher.

A Dra. Raissa é ginecologista com formação e residência pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), especialista em Ginecologia Endócrina pela Faculdade Brasília, e membra da SOBRAC (Sociedade Brasileira de Climatério) e da FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

Com ampla experiência no tratamento da menopausa e do climatério, a Dra. Raissa atua de forma individualizada, avaliando cada paciente de maneira global — levando em conta histórico de saúde, estilo de vida e expectativas. Seu objetivo é oferecer equilíbrio hormonal, bem-estar e vitalidade, por meio de condutas baseadas em evidências científicas e atualizadas com as diretrizes mais recentes das sociedades médicas.

O que as pacientes dizem sobre a Dra Raissa

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Ana Flávia Silva
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Dra Raissa é uma excelente médica! Muito atenciosa, explica tudo com clareza e passa muita segurança. Me senti acolhida desde a primeira consulta. Consultório organizado e atendimento pontual! 🥰
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Rosane Leitão
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Estou muito satisfeita com a Dra Raissa que é muito atenciosa em explicar sobre o tratamento, tenho obtido bons resultados.Ela é uma boa pessoa e excelente profissional
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Maria Cardoso
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Dra. Raíssa Hirle é simplesmente excepcional. Uma profissional extremamente cuidadosa, atenciosa e delicada ao abordar qualquer assunto, sempre com muito respeito e empatia. Ela transmite segurança em cada consulta e cria um ambiente onde nos sentimos verdadeiramente confortáveis para nos abrir e falar sobre tudo, sem constrangimento. É raro encontrar uma médica tão humana, ética e competente. Recomendo de olhos fechados.
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Biatriz Santos
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Logo na primeira consulta a experiência foi excelente! Apesar do atraso devido a alta demanda de pacientes, me atendeu com a maior paciência do mundo. Escuta ativa e em todas as orientações foi muito empática, prática e didática. Até desenhou para que eu pudesse entender melhor fisiologia, perfeito! Voltarei, com certeza. 💖
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Carol Leitão
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Fui muito bem tratada pela dra Raissa. Ela esclareceu todas as minhas dúvidas e me direcionou para o melhor tratamento. Super recomendo!
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Adelian Campos
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Dra. Raissa é maravilhosa. Pensa em uma doutora inteligente, estudiosa e carinhosa. Sou suspeita em falar porque ela fez o parto da minha bebê, então sou muito grata pelo carinho que teve. Eu confio de olhos fechados!
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Stefani Viana
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Se você está procurando uma profissional atenciosa, que te dá espaço pra escuta, que explica de uma forma que não fiquem dúvidas, você precisa conhecer a Dra Raissa. Nunca encontrei uma profissional com tantas qualidades, encontrei uma Dra pra chamar de minha! 🌸

Qual a diferença entre menopausa e climatério?

O climatério é a fase de transição da vida fértil para a não fértil, marcada por alterações hormonais e sintomas que podem começar muitos anos antes e se estender depois da última menstruação. Já a menopausa é apenas um marco dentro desse processo: corresponde à última menstruação, confirmada quando a mulher permanece doze meses seguidos sem menstruar.

Como a falta de estrogênio causa sintomas na menopausa?

O estrogênio é um hormônio fundamental para várias funções do corpo: regula a temperatura corporal, protege ossos e coração, mantém a pele e mucosas saudáveis e influencia o humor e a memória.
Quando seus níveis caem:

  • O hipotálamo, centro de controle da temperatura no cérebro, perde a regulação → surgem ondas de calor e suores noturnos.
  • A mucosa vaginal e do canal do xixi fica mais fina e com menos colágeno → ocorre ressecamento, dor na relação e infecções urinárias.
  • O metabolismo ósseo acelera a perda de massa → aumenta o risco de osteoporose e fraturas.
  • O sistema cardiovascular perde proteção → maior risco de colesterol alto, pressão alta e infartos.
  • O cérebro sofre com menos serotonina e dopamina, que são mensageiros do cérebro → aparecem ansiedade, irritabilidade, depressão e insônia.

Quais são os principais sintomas da menopausa?

Sintomas mais comuns:

  • Ondas de calor (fogachos): sensação súbita de calor, suor e palpitação
  • Ressecamento vaginal: diminuição do colágeno, irrigação sanguínea e lubrificação, deixando a mucosa fina e dolorida.
  • Alterações de humor: queda da serotonina e dopamina gera ansiedade, irritabilidade e até depressão.
  • Distúrbios do sono: a redução da progesterona diminui o GABA, mensageiro do relaxamento no cérebro, piorando a insônia.
  • Queda da libido: vagina ressecada, dor nas relações e menos sensibilidade reduzem o desejo sexual.

Outros sintomas frequentes:

  • Ganho de peso e acúmulo de gordura abdominal.
  • Perda de massa óssea → osteoporose.
  • Dores articulares, pela ausência da ação anti-inflamatória do estrogênio.
  • Alterações na memória e capacidade de concentração, conhecido como névoa mental.
  • Cabelos, unhas e pele mais frágeis.

Estudos mostram que até 80% das mulheres sofrem sintomas que impactam diretamente sua rotina, trabalho e vida sexual.

menopausa

Quanto tempo duram os sintomas da menopausa?

  • Os sintomas podem começar anos antes da última menstruação (climatério).
  • São mais intensos nos primeiros 2 a 5 anos da menopausa.
  • Fogachos duram em média 7 a 10 anos, mas podem persistir por mais tempo em algumas mulheres.
  • O ressecamento vaginal tende a ser crônico se não tratado.

O que é a síndrome geniturinária da menopausa?

É o conjunto de alterações causadas pela falta de estrogênio que afetam vagina, vulva, bexiga e uretra.

  • A mucosa vaginal fica mais fina e frágil, há queda da lubrificação e do pH ácido (menos lactobacilos), diminuindo a proteção natural da vagina e a deixando mais suscetível a proliferação de fungos e bactérias ocasionando corrimentos e infecções.
  • A uretra (o canal do xixi) tambem fica mais fino e frágil → surgem infecções urinárias de repetição, urgência urinária e perda de urina.

    Até 50% das mulheres sofrem com essa síndrome.

Como tratar os sintomas da menopausa?

O tratamento deve ser personalizado e pode incluir:

  • Mudanças no estilo de vida: alimentação equilibrada, exercícios físicos e controle do estresse.
  • Reposição hormonal: comprimidos, adesivos, géis ou implantes — a melhor forma de administrar a reposição hormonal vai depender da história clínica da paciente. Cremes ou óvulos vaginais com estrogênio ou não hormonal a base de acido hialurônico, óleos vegetais, dentre outros, ajudam bastante no ressecamento vaginal.
  • Tratamentos não hormonais: como a radiofrequência íntima FRAXX, tecnologia que melhora colágeno, elasticidade e lubrificação da mucosa vaginal. É uma opção moderna, segura e minimamente invasiva, inclusive para mulheres que não podem usar hormônios.

Quando é o melhor momento para iniciar a reposição hormonal?

O melhor momento para começar a reposição hormonal é durante o climatério — que é a fase antes da menopausa chegar de vez.
Essa fase é chamada de “janela de oportunidade”, porque quando o tratamento é iniciado nesse período, ele traz mais benefícios para o coração, os ossos e o cérebro, ajudando a prevenir problemas como infarto, osteoporose e demência.

Pesquisas indicam que começar a reposição até 10 anos depois da menopausa ainda pode melhorar os sintomas e proteger contra doenças do coração e dos ossos.
Depois desse tempo, os benefícios costumam ser menores e os riscos aumentam, mas cada caso deve ser avaliado individualmente pelo médico.

Todas as mulheres podem fazer reposição hormonal?

Não. Embora seja um tratamento eficaz, existem situações em que a TRH é contraindicada.

Quais são as principais contraindicações da terapia de reposição hormonal?

A reposição hormonal não é recomendada em algumas situações, porque pode piorar certas doenças ou aumentar riscos. Veja de forma simples:

  • Câncer de mama ou doenças que possam evoluir para ele (como alterações nas células das mamas). O estrogênio pode fazer o câncer voltar ou crescer.
  • Câncer de endométrio (camada interna do útero) ou sangramento vaginal sem causa clara. Se exames como histeroscopia e biópsia mostrarem que não há câncer, o uso da reposição pode ser reavaliado.
  • Doença grave do fígado, pois os hormônios são processados pelo fígado e podem sobrecarregá-lo.
  • Histórico de infarto ou AVC, porque a reposição pode aumentar o risco de novos eventos.
  • Casos de trombose ou embolia pulmonar, especialmente dependendo da forma como o hormônio é administrado.
  • Lúpus com risco alto de trombose, já que os hormônios podem agravar o quadro.
  • Porfiria, uma doença rara que afeta o metabolismo do sangue.
  • Meningioma (um tipo de tumor cerebral), pois os hormônios podem estimular o seu crescimento ou retorno.

Situações que NÃO são contraindicação para TRH

A reposição hormonal pode ser usada com cuidado em algumas situações, desde que a doença esteja controlada e com acompanhamento médico.

  • Hipertensão controlada: pode usar, pois o estrogênio ajuda a dilatar os vasos sanguíneos e pode até melhorar a pressão.
  • Diabetes controlado: é possível usar, já que o hormônio pode ajudar o corpo a responder melhor à insulina.
  • Hepatite C crônica estável: se o fígado estiver funcionando bem, a reposição pode ser considerada.
  • Histórico de cânceres que não dependem de hormônios, como os do sangue, ovário (exceto o tipo endometrioide), colo do útero, vulva, vagina, pele, tireoide, pulmão, rim, estômago e intestino grosso — nesses casos, a terapia costuma ser segura.

Tratamento da Menopausa sem Hormônio: Quais são as opções?

Quais medicamentos podem substituir os hormônios para tratar sintomas da menopausa?

Existem opções de tratamento sem hormônios que ajudam a aliviar os sintomas da menopausa. Veja de forma simples:

  • Antidepressivos (ISRS), como paroxetina e venlafaxina: reduzem as ondas de calor e os suores noturnos, além de ajudar no sono, na ansiedade e no humor.
  • Fezolinetant: atua diretamente na área do cérebro que controla a temperatura corporal, diminuindo os fogachos (ondas de calor). Já é aprovado nos EUA e deve chegar ao Brasil após liberação da Anvisa.
  • Gabapentina e pregabalina: ajudam a reduzir as ondas de calor e melhoram a qualidade do sono.
  • Clonidina: pode aliviar os fogachos e é especialmente útil em mulheres com pressão alta.

Fitoterápicos e fitohormônios ajudam na menopausa?

Sim. Algumas opções naturais podem trazer alívio, especialmente em casos leves:

  • Fitoestrogênios: compostos presentes na soja, linhaça e trevo-vermelho, que mimetizam parcialmente a ação do estrogênio.
  • Maca peruana e chás calmantes (como camomila e melissa): auxiliam no humor, energia e melhora do sono.

    É importante lembrar que, apesar de naturais, esses produtos devem ser usados com orientação médica.

Mulheres que não podem usar hormônio podem tomar chá de amora ou isoflavona?

O chá de amora, a isoflavona e outros fitoestrogênios possuem ação semelhante ao estrogênio, ainda que mais leve. Por isso, em mulheres com histórico de câncer de mama ou endométrio, trombose ou doenças cardiovasculares, podem representar riscos.

Fitoestrogênios são realmente seguros?

Mesmo sendo substâncias naturais, os fitoestrogênios agem de forma parecida com o estrogênio do corpo, ligando-se aos mesmos receptores. Alguns estudos indicam benefícios, mas entidades médicas — como a FEBRASGO e a North American Menopause Society — recomendam que o uso seja avaliado individualmente, especialmente em mulheres que não podem usar estrogênio.

O que pode melhorar os sintomas genitais sem hormônio?

  • Hidratantes vaginais e lubrificantes: melhoram o ressecamento, a dor e o desconforto durante a relação sexual.
  • Laser íntimo (CO2, FRAXX): tecnologia que estimula colágeno e vascularização da mucosa vaginal, melhorando secura, fissuras, dor, infecções urinárias de repetição e até casos leves de perda de urina.

Quem já teve câncer de mama pode usar estrogênio vaginal?

O uso de estrogênio vaginal em mulheres com histórico de câncer de mama deve ser avaliado com muito cuidado. Em geral, o tratamento não é a primeira escolha, mas em casos de sintomas vaginais graves e refratários a outras medidas, pode ser considerado em conjunto com o oncologista e o ginecologista.

O estrogênio vaginal aumenta o risco de recorrência do câncer?

As doses de estrogênio usadas localmente (na forma de cremes, óvulos) são muito baixas e têm mínima absorção para a corrente sanguínea. Estudos mostram que o risco de recorrência é baixo quando comparado à terapia hormonal sistêmica, mas ainda assim não é totalmente nulo. Por isso, a decisão deve ser individualizada.

Mudanças no estilo de vida ajudam na menopausa?

Sim, um estilo de vida saudável ajuda a diminuir os sintomas, melhorar a disposição e potencializar os efeitos do tratamento medicamentoso/hormonal:

  • Atividade física regular: especialmente musculação, que protege ossos, previne sarcopenia e reduz fogachos.
  • Alimentação anti-inflamatória: rica em vegetais, fibras, gorduras boas e pobre em ultraprocessados, ajuda no controle de peso e melhora energia e disposição.
  • Sono regulado e técnicas de manejo do estresse: como meditação, yoga e respiração guiada, auxiliam no controle de irritabilidade e ansiedade.

Saiba mais

https://bvsms.saude.gov.br/menopausa-e-climaterio

https://www.instagram.com/draraissahirle

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