Atendimento especializado com ginecologista focada em Patologia do Trato Genital Inferior
A Dra. Raissa Hirle Krettle é médica ginecologista, especialista em Patologia do Trato Genital Inferior, com formação pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), área dedicada ao diagnóstico e acompanhamento das alterações do colo do útero, vagina e vulva, incluindo infecção pelo HPV e realização de colposcopia.
Atende mulheres na Zona Sul do Rio de Janeiro, com foco em cuidado humanizado, medicina baseada em evidências e acompanhamento personalizado.

O que as pacientes dizem sobre Dra Raissa
O que é colposcopia?
A colposcopia é um exame ginecológico que permite avaliar de forma detalhada o colo do útero, a vagina e a vulva, utilizando um equipamento óptico chamado colposcópio, que amplia a imagem e melhora a visualização das estruturas.
Esse exame é fundamental para identificar alterações que não são visíveis a olho nu durante o exame ginecológico de rotina, porque são usadas algumas soluções como o ácido acético e o lugol para destacar possíveis alterações no colo do útero, orientando o local mais adequado para a realização de biópsia.



Para que serve a colposcopia?
A colposcopia serve para investigar alterações ginecológicas, especialmente quando há suspeita de lesões relacionadas ao HPV ou alterações encontradas no exame preventivo (Papanicolau).
Ela é indicada para:
- Avaliar exames preventivos alterados
- Investigar infecção pelo HPV
- Identificar lesões precursoras do câncer do colo do útero
- Orientar a necessidade de biópsia
- Acompanhar pacientes com histórico de alterações cervicais
O que é HPV?
O HPV (Papilomavírus Humano) é um vírus sexualmente transmissível muito comum. Estima-se que cerca de 70% das pessoas sexualmente ativas terá contato com o vírus em algum momento da vida.
Existem diversos tipos de HPV:
- HPV de baixo risco, geralmente associado a lesões benignas
- HPV de alto risco, associado a alterações no colo do útero que podem evoluir para lesões pré-cancerosas quando persistentes
Toda infecção por HPV causa câncer do colo do útero?
Não. Na verdade, na maioria das vezes o vírus vai ficar “adormecido”, sem causar qualquer problema de saúde. Porém, como é um vírus muito frequente, aumenta incidência de lesões provocadas por ele.
O risco de câncer aumenta quando:
- O HPV é de alto risco
- A infecção persiste por vários anos
- Não há acompanhamento ginecológico adequado
Por isso, exames como o Papanicolau, o teste de HPV e a colposcopia, quando necessário, são essenciais.
O que é infecção do colo do útero por HPV?
A infecção do colo do útero por HPV ocorre quando o vírus infecta as células da região cervical, podendo provocar alterações celulares que variam desde leves até lesões de maior gravidade.
Essas alterações geralmente:
- Não causam sintomas
- São detectadas apenas em exames
- Precisam de acompanhamento especializado
Quais são os sintomas do HPV no colo do útero?
Na maioria dos casos, não há sintomas.
Quando presentes, podem incluir:
- Sangramento após a relação sexual
- Corrimento vaginal persistente
- Desconforto pélvico
A ausência de sintomas não significa ausência de alterações — por isso o acompanhamento regular é tão importante.
Como é feito o diagnóstico do HPV?
O diagnóstico do HPV pode envolver:
- Exame preventivo (Papanicolau) – Detecta a presença de lesões provocadas pelo vírus nas células do colo do útero
- Teste de HPV (DNA-PCR) – Detectam a presença do vírus, independente dele ter causado lesões ou não
- Colposcopia quando for necessário aprofundar a investigação
- Biópsia do colo do útero, quando indicado
A colposcopia permite identificar áreas alteradas e direcionar a investigação de forma precisa.
Quando a colposcopia é indicada?
A colposcopia é indicada quando:
- O exame de Papanicolau apresenta alterações
- O teste de HPV é positivo para tipos de alto risco
- Há suspeita clínica de lesão no colo do útero
- A paciente tem histórico de HPV persistente
- Existe sangramento ginecológico sem causa definida
A colposcopia dói?
A colposcopia geralmente não dói.
O exame é semelhante ao preventivo ginecológico, podendo causar apenas leve desconforto.
Quando é necessária biópsia:
- O procedimento é rápido
- O desconforto costuma ser leve
- A maioria das pacientes tolera bem
Como se preparar para a colposcopia?
Para melhores resultados, recomenda-se:
- Não estar menstruada
- Evitar relações sexuais por 48 horas
- Não usar cremes vaginais ou duchas
- Levar exames anteriores, se houver
O que acontece durante a colposcopia?
Durante o exame:
- A paciente é posicionada como no exame ginecológico
- O colposcópio é posicionado externamente
- São aplicadas soluções específicas que ajudam a identificar alterações
- O médico avalia cuidadosamente o colo do útero
- Se necessário, é realizada biópsia direcionada

O que é biópsia do colo do útero?
A biópsia consiste na retirada de um pequeno fragmento do tecido, não mais de 2 mm, para análise microscópica.
Ela é indicada quando a colposcopia identifica áreas suspeitas.
É um procedimento:
- Seguro
- Rápido
- Fundamental para um diagnóstico preciso
- Pode ter um pequeno sangramento após, autolimitado

Quais são as lesões causadas pelo HPV?
As lesões cervicais associadas ao HPV podem ser classificadas como:
- Lesão de baixo grau (NIC 1) – cerca de 90% tende a desaparecer sozinha em até 2 anos
- Lesão de alto grau (NIC 2 e NIC 3)
Cada tipo exige um plano de acompanhamento ou tratamento individualizado.
Lesão de baixo grau precisa de tratamento?
Nem sempre.
A maioria das lesões de baixo grau (podendo chegar até 90% dos casos) regridem espontaneamente em até 2 anos, sendo indicado apenas acompanhamento periódico.
Lesão de alto grau é câncer?
Não.
A lesão de alto grau não é câncer, mas indica maior risco de progressão se não tratada. O diagnóstico precoce permite tratamento eficaz e seguro.
Qual o tratamento para lesões do colo do útero?
O tratamento depende de:
- Tipo da lesão
- Idade da paciente
- Histórico clínico
- Desejo reprodutivo
Pode incluir:
- Acompanhamento clínico
- Procedimentos ambulatoriais, como a exérese da zona de transformação (EZT), que é a retirada de toda a área onde a lesão está
- Procedimentos hospitalares ou até histerectomia (retirada do útero) em casos mais extremos

Entenda como é realizada a exérese de zona de transformação (EZT) por meio de CAF com radiofrequência em consultório
A colposcopia substitui o Papanicolau ou teste captura híbrida ou genotipagem de HPV?
Não.
O Papanicolau e a pesquisa pelo HPV são exames de rastreamento, enquanto a colposcopia é um exame diagnóstico. Os primeiros fazem uma triagem e direciona em quem será necessário fazer uma investigação mais aprofundada com a colposcopia.
Quem deve procurar uma especialista em colposcopia?
Mulheres que:
- Tiveram exames preventivos alterados
- Possuem HPV de alto risco
- Já trataram lesões cervicais
- Desejam acompanhamento especializado
A colposcopia ajuda a prevenir o câncer do colo do útero?
Sim.
A colposcopia é uma ferramenta essencial para identificar alterações antes que evoluam para câncer, permitindo intervenção precoce.
Com que frequência devo acompanhar se tenho HPV?
A frequência do acompanhamento varia conforme:
- Tipo de HPV
- Resultados dos exames
- Histórico pessoal
O plano deve ser sempre individualizado.
HPV tem cura?
O vírus não tem tratamento específico, mas:
- O organismo pode eliminá-lo, principalmente em pacientes com menos de 25 anos
- As lesões podem ser tratadas
- O acompanhamento reduz riscos
- Existe vacina que previne infecção e mesmo que o vírus já está presente, diminui chance de aparecimento de lesões
Por que procurar uma especialista em Patologia do Trato Genital Inferior?
Essa especialidade é voltada ao diagnóstico e tratamento das alterações do colo do útero, vagina e vulva, garantindo:
- Maior precisão diagnóstica
- Condutas individualizadas
- Acompanhamento seguro
Saiba mais:
https://screening.iarc.fr/atlascolpoptdiag_detail.php?Id=AABJ&FinalDiag=31